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Ensino bilíngue nas escolas exige formação diferenciada de profissionais da educação

Educação Bilíngue já é comprovada como proposta educacional alinhada às competências necessárias para o século 21.

Não é mais novidade que as sociedades evoluíram, que as competências a serem ensinadas na escola modificaram-se e que a informação tornou-se mais acessível do que nunca. Estas transformações exigem dos profissionais da educação uma formação diferenciada, com conhecimento muito mais aprofundado de como as crianças aprendem e quais as melhores práticas para ensiná-las. 

Na mesma direção, o crescente interesse das famílias pela educação bilíngue tornou-se mais evidente, principalmente após o crescimento no número de estudos mostrando benefícios sociais e cognitivos no aprendizado de línguas na infância. Com isso, o trabalho pedagógico frente a esses novos paradigmas ficou mais complexo. As evidências científicas sugerem que uma Educação mais colaborativa e compatível com os cérebros da nova geração é urgente. 

Como a Educação Bilíngue já é comprovada como uma proposta educacional alinhada às competências necessárias para o século 21, muitas escolas e muitos pais começam a buscar esse tipo de educação, o que justifica o aquecimento no mercado do ensino bilíngue.

Educação bilíngue no Brasil

No Brasil, a Educação Bilíngue não é novidade. Em São Paulo as escolas particulares já vêm oferecendo programas bilíngues há mais de 30 anos. Nos últimos anos, no Brasil todo, observa-se uma mudança de posicionamento: as escolas estão se tornando bilíngues ou comprando programas bilíngues de editoras, no intuito de atingirem as novas necessidades do mercado. Dados não oficiais já contabilizam mais de 350 escolas particulares, oferecendo currículo bilíngue ou programa bilíngue. Fora as iniciativas públicas, que estão iniciando, como é o caso de Bombinhas, em Santa Catarina, que oferece a primeira escola pública de ensino bilíngue português-espanhol, com o objetivo de instrumentalizar seus alunos para uma demanda de mercado. 

Se por um lado cresce a procura pela educação bilíngue, em contrapartida, ainda falta muito conhecimento sobre o que é educação bilíngue e como se constitui um currículo bilíngue de prestígio. Algumas escolas apenas introduziram ou aumentaram a carga horária de inglês, muitas vezes no contraturno escolar, desvinculando essas aulas do currículo regular da escola. Estes programas, dependendo da forma como estão organizados, apresentam-se frágeis em relação aos pressupostos necessários para a constituição de um currículo bilíngue. 

Além dos currículos mal estruturados, faltam professores qualificados para esse novo currículo que exige pressupostos e conhecimentos sobre como se constitui cognitivamente um aluno que aprende e pensa em duas línguas.

Fonte: www.g1.globo.com

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